Tecnologia com Cabeça de Dono · · 1 min de leitura
Build vs buy: quando vale mandar fazer um sistema
Resposta direta
Compre pronto quando o processo é padrão de mercado e o software não é seu diferencial competitivo. Mande fazer quando o processo é a vantagem da empresa, quando nenhum produto cobre mais de 70% do fluxo, ou quando as licenças por usuário já custam mais que a manutenção de um sistema próprio.
Neste artigo
Quase toda empresa erra essa decisão para um dos dois lados: manda fazer o que já existe pronto, ou tenta forçar um produto de prateleira a rodar um processo que ele não entende.
Como decidir entre comprar e desenvolver?
| Situação | Decisão mais provável |
|---|---|
| Emissão fiscal, folha, contabilidade | Comprar |
| Processo que é o diferencial da empresa | Desenvolver |
| Produto de prateleira cobre < 70% do fluxo | Desenvolver ou complementar |
| Time pequeno, sem quem cuide de software | Comprar |
| Licenças crescendo com a equipe | Reavaliar anualmente |
Que custos as pessoas esquecem?
Do lado do "comprar": implantação, integração, exportação de dados na saída e aumento de licença por usuário. Do lado do "desenvolver": manutenção, substituição de quem construiu e o tempo interno gasto em especificação.
Existe um meio-termo?
Existe, e costuma ser o melhor caminho: comprar o núcleo padrão e desenvolver apenas a camada que carrega a vantagem competitiva, ligando as duas por integração. Menos risco, menos custo fixo e nenhuma reescrita de folha de pagamento.
Perguntas frequentes
- Sistema sob medida sempre sai mais caro?
- No primeiro ano quase sempre sim. A conta vira quando a licença por usuário cresce com a equipe e o sob medida não.
- E a manutenção de um sistema próprio?
- Reserve algo entre 15% e 25% do custo de desenvolvimento por ano para correções, atualizações e pequenas evoluções.
Atualizado em
Gustavo Pires
Fundador da N2 Mídia e da N2 Code · 18 anos em marketing de performance
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